domingo, 19 de janeiro de 2014

CRIANÇA E OBSESSÃO



A CRIANÇA OBSIDIADA

( SUELY CALDAS SCHUBERT, Cap 12, Obsessão/Desobsessão )


" Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência.

Não se vêem crianças dotadas dos piores  instintos, numa idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação? ( ... )

Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso? "

( ALLAN KARDEC, O Livro dos Espíritos, Questão 199-a )


Crianças obsidiadas suscitam em nós os mais profundos sentimentos de solidariedade e comiseração.

Tal como acontece ante as demais enfermidades que atormentam as crianças, também sentimos ímpetos de protegê-las e aliviá-las, desejando mesmo que nada as fizesse sofrer.

Pequeninos seres que se nos apresentam torturados, inquietos, padecentes de enfermidades impossíveis de serem diagnosticadas, cujo choro aflito ou nervoso nos condói e impele à prece imediata em seu benefício, são muita vez obsidiados de berço. Outros se apresentam irrequietos, irritados desde que abrem os olhos para o mundo carnal. Ao crescer, apresentar-se-ão como crianças-problemas que a Psicologia em vão procura entender e explicar.

Suely Caldas, afirma que são crianças que já nascem aprisionadas - aves implumes em gaiolas sombrias -, trazendo nos olhos as visões dos panoramas apavorantes que tanto as inquietam. São reminiscências de vidas anteriores ou recordações de tormentos que sofreram ou fizeram sofrer no plano extrafísico, antes de serem encaminhadas para um novo corpo. Conquanto a nova existência terrestre se apresente difícil e dolorosa, ela é, sem qualquer dúvida, bem mais suportável que os sofrimentos que padeciam antes de reencarnar.

O novo corpo atenua bastante as torturas que sofriam, que tinham as suas nascentes em sua própria consciência que o remorso calcinava. Ou no ódio e revolta em que se consumiam.

E as bênçãos de oportunidades com que a reencarnação lhes favorece poderão ser a tão almejada redenção para essas almas conturbadas.




A Misericórdia divina oferecerá a tais seres instantes de refazimento, que lhes chegarás por vias indiretas e, reiterados chamamentos para que se redimam do passado, através da resignação, da paciência e da humildade.

Crianças que padecem obsessão devem ser tratadas em instituições espíritas através do passe e da água fluidificada, sendo imprescindível receberem atenção e amor para que se sintam confiantes e seguras em nosso meio. Tentar cativá-las com muito carinho, porque somente o amor conseguirá refrigerar essas almas cansadas de sofrimentos, ansiando por serem amadas.

Fundamental, a orientação espírita aos pais, para que entendam melhor a dificuldade que experimentam, tendo mais condições de ajudar o filho e a si próprios, pois provavelmente são os cúmplices ou desafetos do pretérito e agora reunidos em provações redentoras. Devem ser instruídos no sentido de que façam o Culto do Evangelho no Lar, favorecendo o ambiente em que vivem com os eflúvios do Alto, que nunca falta àquele que recorre à Misericórdia do Pai.

A criança deve ser levada às aulas de Evangelização Espírita, onde os ensinamentos ministrados dar-le-ão os esclarecimentos e o conforto de que tanto carece.

O número de crianças obsidiadas tem aumentado consideravelmente

Um caso real  gravíssimo de uma criança com problemas de ordem obsessiva:  " Certa criança de três anos e alguns meses, vinha tentando o suicídio das mais diferentes maneiras, o que lhe resultara, inclusive, ferimentos:  um dia, jogou-se na piscina; em outro, atirou-se do alto do telhado, na varanda de sua casa; depois quis atirar-se do carro em movimento, o que levou os familiares a vigiá-la dia e noite.  Seu comportamento, de súbito, tornou-se estranho, maltratando especialmente a mãe, a quem dirigia palavras de baixo calão que os pais nunca imaginaram ser do seu conhecimento.

Foram feitas reuniões de desobsessão em seu benefício, quando se verificaram as origens do seu estado atual. Atormentada por muitos obsessores, seu comprometimento espiritual é muito sério.

As outas crianças, tinham sintomas semelhantes:  acordavam no meio da noite,inconscientes, gritando, falando e rindo alto, não atendiam e em respondiam aos familiares, nem mesmo dando acordo da presença destes.

Todas são menores de cinco anos.

Com a terapêutica espírita completa, essas crianças melhorara sensivelmente, sendo que três retornaram ao estado normal.

sábado, 18 de janeiro de 2014

O SUICÍDIO NA VISÃO ESPÍRITA.



Bom dia Amigos! Mensagem de Hoje, do Livro Gotas de Esperança, de Lourival Lopes: 

" Cuide do coração.

Ele é o seu ponto básico.

O centro de suas inclinações para o bem ou para o mal.

Para onde o pender, para lá você irá. Pode ser para o céu ou para o inferno.

Coração é sentimento.

São " ondas " poderosas que se centram na mente, em regime de profunda consonância com os pensamentos.

Não faça do seu coração um instrumento para prejudicar, ferir, amaldiçoar.

Ele foi colocado no seu peito só para amar

Deus se alojou no seu coração para estar sempre com você ".


ESPÍRITOS DOENTES

( IRMÃO JOSÉ, Psicografia de Carlos A. Baccelli, Vigiai e Orai )

"Na tua lida com as pessoas, não te esqueças que, na maioria das vezes, estarás lidando com espíritos doentes.

Espíritos limitados na compreensão, com extrema dificuldade para assimilar o óbvio.

Familiares que não te atendem os conselhos.

Amigos que concordam contigo, mas agem de maneira contraditória.

Subalternos relapsos.

Chefes opressores.

A imperfeição espiritual, sem dúvida, é doença da alma.

Até que nos equilibremos interiormente, viveremos de recaídas.

O que, não raro, interpretamos por má vontade, preguiça, rebeldia e indiferença nos outros, não passa de quadros patológicos que exigem tratamento.

E, com espíritos doentes, ninguém pode lidar estranhando reações o ignorando feridas ".



JOANNA DE ÂNGELIS

PERG. 108 E 109 - O QUE LEVA UMA PESSOA - ÀS VEZES, APARENTEMENTE FELIZ- A FUGIR DA VIDA ATRAVÉS DO SUICÍDIO?

" Ato de extremada rebeldia, reação do orgulho desmedido, vingança de alto porte que busca destruir-se ante a impossibilidade de a outrem aniquilar, o suicídio revela o estágio de brutalidade moral em que se demora a criatura humana.

Por uma interpretação precipitada, o amor-próprio ferido arroja o homem que se deseja livrar de um problema no poço sem fundo de mais inditosas conjunturas, de que somente a peso de demorados remorsos e agonias consegue vencer...

Em nome da dignidade atirada por terra se arroja a pessoa geniosa na covarde fuga pela estrada-sem-fim da cavilosa ilusão, em que carpe, inconsolável, o choro do arrependimento tardio...

Temendo, o sofrimento, o suicida impõe-se maior soma de aflições, no pressuposto de que o ato de cobardia encetado seria sancionado pelo apagar da consciência e pelo sono do nada...

... No fundo de todas as razões predisponentes para o autocídio, excetuando-se as profundas neuroses e psicoses de perseguição, as maníaco-depressivas - que procedem de antigas fugas espetaculares à vida e que o Espírito traz nos refolhos do ser como predisposições à repetição da falência moral - encontra-se o orgulho tentando, pela violência, solucionar questões que somente a ação contínua no bem e a sistemática confiança em Deus podem regularizar com a indispensável eficiência ".

PERG 109 - DIZEM QUE SUICIDAS NÃO SÃO APENAS AQUELES QUE ACABAM COM A PRÓPRIA VIDA. EXISTEM CIRCUNSTÂNCIAS QUE PROVOCAM O CHAMADO " SUICÍDIO INDIRETO "?

JOANNA DE ÂNGELIS ESPONDE:  " Defrontas os problemas que se manifestam no teu dia-a-dia entre a irritação e o desespero, estabelecendo matrizes de aflições que te conduzirão ao auto-aniquilamento.

Suicida não é somente aquele que, acionado pelo desconcerto da emotividade se arroja no despenhadeiro  da autodestruição física.

Esta melancolia que te busca os painéis da mente, tecendo as malhas da depressão, é sinal de alarme que não podes desconsiderar.

Essa aflição que se agiganta, dominando-te o equipamento nervoso, convida-te a uma mudança de atitude, que não deves postergar.

Isto que te consome, desaparecendo e ressurgindo em roupagens de configuração nova, é desafio que deves enfrentar com estoicismo, para saíres da desarmonia.

Mil pequenas injunções contra a tua saúde emocional e mental, que deves rechaçar antes que sejas colhido pelo infortúnio da desencarnação injustificável e precipitada ".

FONTE: Psicografia de Divaldo P. Franco, Joanna de Ângelis Responde..




ALLAN KARDEC
O LIVRO DOS ESPÍRITOS 

DESGOSTO DA VIDA. SUICÍDIO
PERG. 943 À 957

O desgosto da vida que se apodera de certos indivíduos sem motivos plausíveis vêm do efeito da ociosidade,de falta de fé e, frequentemente da saciedade. para aquele que exercita suas faculdads com um objetivo útil e segundo suas aptidões naturais, o trabalho não tem nada de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, tanto age tendo em vista uma felicidade mais sólida e mais durável que o espera.

O homem NÃO tem direito de dispor da sua própria vida, só Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei.

O suicídio não é sempre voluntário?

- O louco que se mata não sabe o que faz.

No que se refere ao suicídio que tem por causa o desgosto da vida: Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes seria uma carga!

No que se refere ao suicídio que tem por objetivo escapar às misérias e às decepções deste mundo:  Pobres Espíritos que não tem a coragem de suportar as misérias da existência!  Deus ajuda àqueles que sofrem, e não àqueles que não tem nem força nem coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações; felizes aqueles que as suportam sem murmurar, porque serão recompensados!  Infelizes, ao contrário os que esperam sua salvação do que, em sua impiedade, chamam de acaso ou fortuna!  O acaso ou a fortuna, para me servir de sua linguagem, podem, com efeito, lhes favorecer um instante, mas é para os fazer sentir mais tarde e mais cruelmente o vazio dessas palavras.

- Os que conduziram um infeliz a esse ato de desespero, suportarão as consequências?

- Oh! ai deles! porque responderão por homicídio.

O homem que luta com a necessidade e que se deixa morrer de desespero pode ser considerado um suicida, mas os que lhe são causa ou que poderiam  impedi-lo são mais culpados que ele, e a indulgência o espera. Todavia, não creiais que esteja inteiramente absolvido se lhe faltou firmeza e perseverança, se não fez uso de toda a sua inteligência para se livrar do lamaçal. Ai dele, sobretudo, se seu desespero nasce do orgulho; quero dizer, se é desses homens em que o orgulho paralisa os recursos da inteligência, que corariam de dever sua existência ao trabalho de suas mãos, e que preferem morrer de fome a derrogar aquilo que chamam sua posição social! Não há cem vezes mais de grandeza e de dignidade em lutar contra a adversidade que desafiar a crítica de um mundo fútil e egoísta, que não tem boa vontade senão para aqueles a quem nada falta, e vos volta as costas desde que tendes necessidades dele? Sacrificar sua vida à consideração desse mundo é uma coisa estúpida, porque ele não a tem em nenhuma conta.

O suicídio que tem por objetivo escapar à vergonha de uma ação má, é tão repreensível como o que é causado pelo desespero? (948)

- O suicida não apaga a falta, ao contrário, haverá duas em lugar de uma. Quando se teve a coragem de fazer o mal, é preciso ter a de suportar suas consequências. Deus julga, e segundo a causa, pode, algumas vezes, diminuir seus rigores.

O suicídio é excusável quando tem por objetivo impedir a vergonha de recair sobre os filhos ou a família? (949)

- Aquele que age assim não faz bem, mas ele o crê, e Deus lho tem em conta, porque é uma expiação que ele próprio se impôs. Ele atenua sua falta pela intenção, mas com isso não deixa de cometer uma falta. De resto, aboli os abusos de vossa sociedade e vossos preconceitos, e não tereis mais desses suicídios.

Aquele que tira a própria vida para fugir à vergonha de uma ação má, prova que se prende mais à estima dos homens que à de Deus, porque ele vai entrar na vida espiritual carregado de suas iniquidades e se tira os meios de as reparar durante a vida. Frequentemente, Deus é menos inexorável que os homens, perdoa o arrependimento sincero e nos considera a reparação; o suicídio não repara nada.

No que se refere, daquele que tira a própria vida na esperança de alcançar mais cedo uma vida melhor, é outra loucura!  Que ele faça o bem e estará mais seguro de alcança-la; porque retarda sua entrada num mundo melhor, e ele mesmo pedirá para vir terminar essa vida que cortou por uma falsa idéia. Uma falta, qualquer que seja,não abre jamais o santuário dos eleitos.

O sacrifício de sua vida não é meritório, algumas vezes, quando tem por objetivo salvar a de outrem ou de ser útil aos seus semelhantes? (951)

- Isso é sublime, conforme a intenção, e o sacrifício de sua vida não é um suicídio. Mas Deus se opõe a um sacrifício inútil e não pode vê-lo com prazer se é deslustrado pelo orgulho. Um sacrifício não é meritório senão pelo desinteresse e aquele que o realiza, tem, algumas vezes, premeditação que lhe diminui o valor aos olhos de Deus.

Todo sacrifício feito às custas de sua própria felicidade é um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque é a prática da lei de caridade. Ora, a vida sendo o bem terrestre ao qual o homem atribui maior valor, aquele que a enuncia para o bem de sus semelhantes, não comete um atentado:  ele faz um sacrifício.  Mas, antes de o cumprir, deve refletir se sua vida não pode ser mais útil que sua morte.

O homem que perece vítima do abuso de paixões que ele sabe dever apressar seu fim, mas às quais ele não tem mais o poder de resistir, porque o hábito fez dela verdadeiras necessidades físicas, comete um suicídio? (952)

- É um suicídio moral. Não compreendeis que o homem é duplamente culpado nesse caso? Há nele falta de coragem e animalidade, e além disso o esquecimento de Deus.

- É mais, ou menos culpado que aquele que tira a si mesmo a vida por desespero?

- É mais culpado, porque tem tempo de raciocinar seu suicídio. No que o faz instantaneamente há, algumas vezes, uma espécie de descaminho ligado à loucura. O ouro será muito mais punido, porque as penas são sempre proporcionais à consciência que se tem das faltas cometidas.

Quando uma pessoa vê diante de si uma morte inevitável e terrível, é ela culpada por abreviar de alguns instantes seus sofrimentos por uma morte voluntária? (953)

- Sempre se é culpado por não esperar o termo fixado por Deus. Aliás, se está bem certo de que esse termo chegou, malgrado as aparências, e que não se pode receber um socorro inesperado no último momento?

- Concebe-se que nas circunstâncias normais o suicídio seja repreensível, mas suponhamos o caso em que a morte é inevitável e em que a vida não é abreviada senão de alguns instantes?

- É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.

- Quais são, nesse caso, as consequências dessa ação?

- Uma expiação proporcional à gravidade da falta, conforme as circunstâncias, como sempre.


Uma imprudência que compromete a vida sem necessidade é repreensível? (954)

- Não há culpabilidade quando não ha intenção ou consciência positiva de fazer o mal.


As mulheres que, em certos países, se queimam voluntariamente sobre o corpo de seu marido, podem ser consideradas suicidas, suportando as consequências? (955)

- Elas obedecem a um preconceito e, frequentemente, mais à força que por sua própria vontade. Elas crêem cumprir um dever, e esse não é o caráter do suicídio. Sua desculpa está na nulidade moral da maioria, dentre eles, e na sua ignorância. Esses usos bárbaros e estúpidos desaparecem com a civilização.


Os que, não podendo suportar a perda de pessoas que lhe são queridas, se matam na esperança de ir reencontrá-las, atingem seu objetivo? (956)

- O resultado, para eles, é diferente do que esperam, e em lugar de estar reunido ao objeto de sua afeição, dele se distanciam por maior tempo, porque Deus não pode recompensar um ato de covardia e o insulto que lhe é feito duvidando de sua providência. Eles pagarão esse instante de loucura por desgostos maiores que aqueles que acreditavam abreviar e não terão para os compensar a satisfação que esperavam. (934 e seguintes)


As consequências do suicídio, em geral, sobre o estado do Espírito são: (957)

As consequências do suicídio são muito diversas:  não há penas fixadas e, em todos os casos, são sempre relativas às causas que o provocaram. Mas uma consequência à qual o suicida não pode fugir é o desapontamento. De resto, a sorte não é a mesma para todos:  depende das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros em uma nova existência que será pior que aquela da qual interromperam o curso.


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAP XXVIII - PRECES ESPÍRITAS

ITEM 71 - POR UM SUICIDA

Jamais tem o homem o direito de dispor da sua vida, porquanto só a Deus cabe retirá-lo do cativeiro da terra, quando o julgue oportuno. Todavia, a justiça divina pode abrandar-lhe os rigores, de acordo com as circunstâncias, reservando, porém, toda a severidade, para com aquele que se quis subtrair às provas da vida. O suicida é qual prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado. O mesmo se dá com o suicídio que julga escapar às misérias do presente e mergulha em desgraças maiores. (cap V. nos. 14 e seguintes)


ITEM 72 - PRECE AOS SUICIDAS

Sabemos, ó meu Deus, qual a sote que espera os que violam a tua lei, abreviando voluntariamente seus dias; mas, também sabemos que infinita é a tua misericórdia. Digna-te, pois, de estendê-la sobre a alma de N.....Possam as nossas preces e a tua comiseração abrandar a acerbidade dos sofrimentos que ele está experimentando, por não haver tido a coragem de aguardar o fim de suas provas.

Bons Espíritos, que tendes por missão assistir os desgraçados, tomai-o sob a vossa proteção; inspirai-lhe o pesar da falta que cometeu. Que a vossa assistência lhe dê forças para suportar com mais resignação as novas provas por que haja de passar, a fim de repará-la. Afastai dele os maus Espíritos, capazes de o impelirem novamente para o mal e prolongar-lhe os sofrimentos, fazendo-o perder o fruto de suas futuras provas.

A ti, cuja desgraça motiva as nossas preces, nos dirigimos também, para te exprimir o desejo de que a nossa comiseração te diminua o amargor e te faça nascer no íntimo a esperança de melhor porvir! Nas tuas mãos está ele; confia na bondade de Deus, cujo seio se abre a todos os arrependimentos e só se conserva fechados aos corações endurecidos.









A PREVENÇÃO SE FAZ COM A INFORMAÇÃO.

 25 BRASILEIROS MORREM POR DIA VÍTIMAS DE SUICÍDIO EM UMA SALA COM 30 PESSOAS, 5 DELAS JÁ PENSARAM EM SUICÍDIO.

90% DOS SUICÍDIOS PODEM SER PREVENIDOS.

FONTE:  CVV - CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA.

http://www.cvv.org.br












sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO: PRECE E OBSESSÃO - JOANNA DE ÂNGELIS E IRMÃO JOSÉ.

Boa Tarde Amigos! Mensagem de Hoje, do Livro Gotas de Esperança, de Lourival Lopes: " Veja a sabedoria da Vida.

Sinta-a à sua volta.

O Sol, maravilhoso, brilhando, constantemente.

A água, bendita, a expandir higiene e saúde.

O ar, puro, oxigenando o ambiente. As árvores, amigas, frutificando.

Tudo é sabedoria.

Nada do que existe surgiu por acaso.

Deus, uma inteligência profunda e amorosa, criou tudo.

Identifique esta fonte de Vida.

Procure-a.

Faça parte do seu dia-a-dia a busca desse conhecimento.

Não viva mecanicamente.

Compreender o mecanismo da Vida é execício de crescimento espiritual.


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAP. XXVIII - COLETÂNEA DE PRECES ESPÍRITAS (PREÂMBULO E ORAÇÕES PELOS OBSIDIADOS E OBSESSORES)

Particularmente, o meu objetivo neste momento é colocar a importância da prece do coração para nossos irmãozinhos desencarnados que se encontram perdidos, sem luz...seja por sentimentos de raiva, ódio, traumas, sentimento de vingança, sentimento apenas de maldade e até mesmo porque não conheceram o amor e o carinho em suas passagem pela Terra. É para esses irmãos que dedico o trabalho amoroso de hoje, com toda seriedade, respeito, amor e a fé raciocinada em Deus, que todos nós (ENCARNADOS E DESENCARNADOS) um dia, como Allan Kardec coloca, chegaremos a ser Arcanjos! Todo Arcanjo um dia foi homem. A Esperança nos guie nessa leitura edificante do Evangelho e dos amorosos autores espirituais.

PREÂMBULO:

ITEM 1 - Os Espíritos hão dito sempre:  " A forma nada vale, o pensamento é tudo. Ore, pois, cada um segundo suas convicções e da maneira que  que mais o toque. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração ".

Os Espíritos jamais prescreveram qualquer fórmula absoluta de preces. Quando dão alguma, é apenas para fixar as idéias e, sobretudo, para chamar a atenção sobre certos princípios da Doutrina Espírita. Fazem-no também com o fim de auxiliar os que sentem embaraço para externar suas idéias, pois alguns há que não acreditariam ter orado realmente, desde que não formulassem seus pensamentos.

A coletânea de preces, que este capítulo encerra, representa uma escolha feita entre muitas que os Espíritos ditaram em várias circunstâncias. Eles, sem dúvida, podem ter ditado outras e em termos diversos, apropriadas a certas idéias ou a casos especiais; mas, pouco importa a forma, se o pensamento é essencialmente o mesmo. O objetivo da prece consiste em elevar nossa alma a Deus; a diversidade das fórmulas nenhuma diferença deve criar entre os que nele crêem, nem, ainda menos, entre os adeptos do Espiritismo, porquanto Deus as aceita todas quando sinceras.

Não há, pois, considerar esta coletânea como um formulário absoluto e único, mas, apenas, uma variedade no conjunto das instruções que os Espíritos ministram. É uma aplicação dos princípios da moral evangélica desenvolvidos neste livro, um complemento aos ditados deles, relativos aos deveres para com Deus e o próximo, completamente em que são lembrados todos os princípios da Doutrina.

O Espiritismo reconhece como boas as preces de todos os cultos, quando ditas de coração e não de lábios somente. Nenhuma impõe, nem reprova nenhuma. Deus, segundo ele, é sumamente grande para repelir a voz que lhe suplica ou lhe entoa louvores, porque o faz de um modo e não de outro. Quem quer que lance anátema às preces que não estejam no seu formulário provará que desconhece a grandeza de Deus. Crer que Deus se atenha a uma fórmula é emprestar-lhe a pequenez e as paixões da Humanidade.

Condição essencial à prece, segundo S. PAULO (Cap. XXVII, n 16), é que seja inteligível, a fim de que nos possa falar ao espírito.  Para isso, não basta seja dita numa língua que aquele que ora compreenda. Há preces em língua vulgar que não dizem ao pensamento muito mais do que se fossem proferidas em língua estrangeira, e que, por isso mesmo, não chegam ao coração. As raras idéias que elas contêm ficam, as mais das vezes, abafadas pela superabundâncias das palavras e pelo misticismo da linguagem.

A qualidade principal da prece é ser clara, simples e concisa, sem fraseologia inútil, nem luxo de epítetos, que são meros adornos de lentejoulas.  Cada palavra deve ter alcance próprio, despertar uma idéia, pôr em vibração uma fibra da alma. Numa palavra:  deve fazer refletir. Somente sob essa condição pode a prece alcançar o seu objetivo; de outro modo, não possa de ruído.

Estão divididas em cinco categorias as preces constantes nesta coletânea:
1 - Preces gerais;
2 - Preces por aquele mesmo que ora;
3 - Preces pelos vivos;
4 - Preces pelos mortos;
5 - Preces especial pelos enfermos e pelos obsidiados.

Com o propósito de chamar, de maneira especial, a atenção sobre o objeto de cada prece e de lhe tomar mais compreensível o alcance, vão todas precedidas de uma instrução preliminar, de uma espécie de exposição de motivos, sob o título de prefácio.


ITEM 81 - PRECE PELOS OBSIDIADOS
A OBSESSÃO É A AÇÃO PERSISTENTE QUE UM ESPÍRITO MAU EXERCE SOBRE UM INDIVÍDUO. APRESENTA CARACTERES MUITO DIVERSOS, desde a simples influência mora, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades mediúnicas; traduz-se, na mediunidade escrevente, pela obstinação de um Espírito em se manifestar, com excluído de todos os outros.

Os Espíritos maus pululam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja que eles desenvolvem faz parte dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão, como as enfermidades e todas as tribulações da vida, deve ser consideradas prova ou expiação e como tal aceita.

Do mesmo modo que as doenças resultam das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um Espírito mau. A causa física se opõem forças físicas; a uma causa moral, tem-se de opor uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. O auxílio destes se faz indispensável, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque aí não raro o paciente perde a vontade e o livre-arbítrio.

Quase sempre, a obsessão exprime a vingança que um Espírito tira e que com frequência se radica nas relações que o obsidiado manteve com ele em precedente existência. (Veja-se;  cap. X, n 6; cap.XII, n 5 e 6).

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro fluido mau. Mediante ação idêntica à do médium curador nos casos de enfermidade, cumpre se elimine o fluido mau com o auxílio de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reativo. Esta a ação mecânica, mas que não basta, necessário, sobretudo, é que se atue sobre o ser inteligente, ao qual importa se possa falar com autoridade, que só existe onde há superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será igualmente a autoridade.

... Para garantir a libertação, cumpre induzir o Espírito perverso a renunciar aos seus maus desígnios; fazer que nele despontem o arrependimento e o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particulares, objetivando a sua educação moral. Pode-se então lograr a dupla satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.

A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o concurso da sua vontade e da sua prece. O mesmo não se dá, quando, seduzido pelo Espírito embusteiro, ele se ilude no tocante às qualidades daquele que o domina e se compraz no erro em que este último o lança, visto que, então, longe de secundar, repele toda assistência. É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. (O Livro dos Médiuns, 2a. Parte, cap. XXIII).

Em todas os caos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o Espírito obsessor.

ITEM 82 - PRECE ( PARA SER DITA PELO OBSIDIADO )
Meu Deus, permite que os bons Espíritos me livrem do Espírito malfazejo que se ligou a mim. S é uma vingança que toma dos agravos que lhe haja feito outrora, tua a consentes, meu Deus, para minha punição e eu sofro a consequência da minha falta. Que o meu arrependimento me granjeie o teu perdão e a minha liberdade!  Mas, seja qual for o motivo, imploro para o meu perseguidor a tua misericórdia. Digna-te de lhe mostrar o caminho do progresso, que o desviará do pensamento de praticar o mal. Possa eu,  meu lado, retribuindo-lhe com o bem e o mal, induzi-lo a melhores sentimentos.

Mas, também ei, ó meu Deus, que são as minhas imperfeições que me tornam passível das influências dos Espíritos imperfeitos. Dá-me a luz de que necessito para as reconhecer; combate, sobretudo, em mim o orgulho que me cega com relação aos meus defeitos.

Qual não será a minha indignidade, pois que um ser malfazejo me pode subjugar!

Faze, ó meu Deus, que me sirva de lição para o futuro este golpe desferido na minha vaidade; que ele fortifique a resolução que tomo de me depurar pela prática do bem, da caridade e da humildade, a fim de opor, daqui por diante, uma barreira às más influências.

Senhor, dá-me forças para suportar com paciência e resignação esta prova. Compreendo que, como todas as outras, há de ela concorrer para o meu adiantamento, se eu não lhe estragar o fruto com os meus queixumes, pois me proporciona ensejo de mostrar a minha submissão e de exercitar minha caridade para com um irmão infeliz, perdoando-lhe o mal que me fez. ( Cap. XII, nos 5 e 6; cap. XXVIII, nos 15 e seguintes, 46 e 47 ).


ITEM 83 - PRECE ( PELO OBSIDIADO )
Deus Onipotente, digna-te de me dar o poder de libertar N...... da influência do Espírito que o obsidia. Se está nos teus desígnios pôr termo a essa prova, concede-me a graça de falar com autoridade a esse Espírito.

Bons Espíritos que me assistis e tu, seu anjo-guardião, dai-me o vosso concurso; ajudai-me a livrá-lo do fluido impuro em que se acha envolvido.

Em nome de Deus Onipotente, adjuro o Espírito malfazejo que o atormenta a que se retire.


ITEM 84 - PRECE ( PELO ESPÍRITO OBSESSOR )
Deus infinitamente bom, a tua misericórdia imploro para o Espírito que obsidia N...... Faze-lhe entrever as divinas claridades, a fim de que e conheça falso o caminho por onde enveredou. bons Espíritos, ajudai-me a fazer-lhe compreender que ele tudo tem a perder, praticando o mal, e tudo a ganhar, fazendo o bem.

Espírito que te comprazes em atormentar N....., escuta-me, pois que te falo em nome de Deus.

Se quiseres refletir, compreenderás que o mal nunca sobrepujará o bem e que não podes ser mais forte do que Deus e os bons Espíritos. Possível lhes fora preservar N..... dos teus ataques; se não o fizeram, foi porque ele (ou ela) tinha de passar por uma prova. Mas, quando essa prova chegar a seu termo, toda ação sobre tua vítima te será vedada. O mal que lhe houveres feito, em vez de prejudicá-la, terá contribuído para o seu adiantamento e para torná-la por isso mais feliz. Assim, a tua maldade tê-la-às empregado em pura perda e se voltará contra ti.

Deus, que é todo-poderoso, e os Espíritos superiores, seus delegados, mais poderosos do que tu, serão capazes de pôr fim a essa obsessão e a tua tenacidade se quebrarás de encontro a essa autoridade suprema. Mas, por isso mesmo que é bom, quer Deus deixar-te o mérito de fazeres que ela cesse pela tua própria vontade. É uma mora que te concede; se não a aproveitares, sofrer-lhe-ás deploráveis consequências. Grandes castigos e cruéis sofrimentos te esperarão. Serás forçado a suplicar a piedade e as preces da tua vítima, que já te perdoa e ora por ti, o que constitui grande merecimento aos olhos de Deus e apressará a libertação dela.

Reflete, pois, enquanto ainda é tempo, visto que a justiça de Deus cairá sobre ti, como sobre todos os Espíritos rebeldes. Pondera que o mal que neste momento praticas terá forçosamente um limite, ao passo que, se persistires na tua obstinação, aumentarão de contínuo os teus sofrimentos.

Quando estavas na Terra, não terias considerado estúpido sacrificar um grande bem por uma pequena satisfação de momento?  O mesmo acontece agora, quando és Espírito. Que ganhas com o que fazes? O triste prazer de atormentar alguém, o que não obsta a que sejas desgraçado, digas o que disseres, e que te tornes ainda mais desgraçado.

A par disso, vê o que perdes; observa os bons Espíritos que te cercam e dize se não é preferível À TUA A SORTE DELES. DA FELICIDADE DE QUE GOZAM, TAMBÉM TU PARTILHARÁS, QUANDO O QUISERES. QUE É PRECISO PARA ISSO? Implorar a Deus e fazer, em vez do mal, o bem. Sei que não te podes transformar repentinamente; mas, Deus não exige o impossível; que apenas a boa-vontade. Experimenta e nós te ajudaremos. Faze que em breve possamos dizer em teu favor a prece pelos Espíritos penitentes (n 73 e não mais considerar-te entre os maus Espíritos, enquanto te não contes entre os bons.
(Veja-se também, o n 75:  " Preces pelos Espíritos endurecidos ).

OBSERVAÇÃO:
A cura das obsessões graves muita paciência, perseverança e devotamento. Exige também tato e habilidade, a fim de encaminhar para o bem Espíritos muitas vezes perversos, endurecidos e astuciosos, porquanto há-os rebeldes ao extremo. Na maioria dos casos, temos de nos guar pelas circunstâncias. Qualquer que seja, porém, o caráter do Espírito, nada se obtém, é isto um fato incontestável, pelo constrangimento ou pela ameaça. toda influência reside no ascendente moral.Outra verdade igualmente comprovada pela experiência tanto quanto pela lógica, é a completa ineficácia dos exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores, ou quaisquer sinais materiais.

A obsessão muito prolongada pode ocasionar DESORDENS PATOLÓGICAS e reclama, por vezes, tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para restabelecer a saúde do organismo. Destruída a causa, resta combater os eleitos. (Veja-se:  O Livro dos Médiuns, 2a parte, cap. XXIII - "Da obsessão". - Revue Spirite, fevereiro e março de 1864; abril de 1865:  exemplos de curas de obsessões).





SEMPRE QUE ORARES

(IRMÃO JOSÉ, Psicografia de Carlos A. Baccelli, Vigiai e Orai )

Sempre que orares, lembra-te dos teus desafetos.

Daqueles que deves diuturnamente incluir em teus pensamentos de paz.

Daqueles que, sem que saibas o motivo, não se afinizam contigo.

Daqueles que te inspiram menor simpatia, no entanto estão sempre cruzando com teus passos.

Daqueles com os quais, muitas vezes, nunca dialogaste, mas vivem comentando a teu respeito.

Daqueles que te invejam, por te suporem ser o que não és.

Daqueles que indiretamente feriste e não te oferecem chance de reconciliação.

Daqueles que torcem inexplicavelmente pelo teu fracasso.

Daqueles, enfim, que, induzindo-te a desmenti-los, te motivam a ser melhor do que és.


JOANNA DE ÂNGELIS
PERG. 136 - QUAL O MAIS EFICIENTE ANTÍDOTO CONTRA O MAL?

O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade.

O momento perigoso para o cristão decidido é o do ócio, não o do sofrimento nem o da luta áspera.

Na ociosidade surge e cresce o mal. Na dor e na tarefa fulguram a luz da oração e a chama da fé.

FONTE: Psicografia de Divaldo P. Franco, Joanna de Ângelis Responde.


Agradecemos Pai Deus pela vida, pelo corpo perfeito, pela nossa família, pelo nosso lar abençoado, pelos nossos animais, pelos amigos e desafetos.
Agradecemos pelas alegrias e dificuldades em nossas vidas, pois em ti Pai Deus, encontramos o consolo para prosseguir na nossa caminhada.
Só temos que lhe agradecer Pai, muito obrigada por tudo!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

OBSESSÃO - O ANTÍDOTO.



O ANTÍDOTO

" ATRAVÉS DO EVANGELHO, ENTRETANTO, ENCONTRAMOS O ANTÍDOTO EFICIENTE CONTRA A SUA PROLIFERAÇÃO:  O AMOR!. . . - EURÍPEDES BARSANULFO.

Realmente o amor - tal como o cristo no-lo ensinou - é o único antídoto contra esse mal que grassa de maneira tão avassaladora:  a obsessão.

Assim como o corpo necessita respirar, alimentar-se e repousar, a necessidade primordial do Espírito é o AMOR, para se ver curado das enfermidades que o prejudicam.

Quando aprendermos a amar sem reservas, desinteressadamente; quando conseguirmos amar sem exigências, em completa doação; quando houver em nós o amor em toda a sua plenitude, amor que se reparte por toda a humanidade, então não haverá ódios e malquerenças, guerras e disputas, desafetos e obsessores.

Somente um amor desse quilate conseguirá unir obsessores e obsidiados, terminando com as vinditas, com os sofrimentos e as dívidas.

O espiritismo veio conclamar-nos ao amor. Veio relembrar aos homens o real significado desse sentimento sublimado que o Evangelho exprime.

Somos almas cansadas de erros e de sombras que vimos cultivando em sucessivas encarnações. A Doutrina Espírita nos oferece meios para superar tudo isto e nos ensina que o caminho é Jesus.

Se queremos o nosso aperfeiçoamento e o dos nossos semelhantes, se anelamos pela melhoria do planeta em que vivemos, devemos começar agora a cultivar o amor em nós, para reparti-lo com todos os seres humanos.

Lembrando-nos de que esse aprendizado começa no lar, com o parente difícil, com aqueles que nos fiscalizam, sejam eles encarnados ou não, com o próximo mais próximo que, possivelmente, é o obsessor de ontem, agora reencarnado bem perto de nós.

Por isto, o amor é o antídoto:  porque ele nos possibilita a conquista daqueles a quem devemos.

E cicatriza todas as ulcerações existentes em nosso mundo interior.

E, assim, redimidos e renovados, estaremos livres para ir ao encontro do amanhã que não tarda.

FONTE:  SUELY CALDAS SCHUBERT, Obsessão/Desobsessão Profilaxia e Terapêutica Espíritas, FEB, Cap 2.
Bom Dia Amigos.
Que em tudo que façamos, por menor que seja, que seja sempre com o amor em nossos corações...

Orar e vigiar sempre nossos pensamentos e atos, orar de coração, uma conversa diária com o nosso Deus interno, que a tudo sabe e ver nossos sentimentos mais íntimos.

Perdão, tão difícil, que possamos exercitar na nossa caminhada, pedindo a Deus forças para a modificação de nossos atos e pensamentos, que não nos abandona nunca. Nos trás paz de espirito.

Ansiedades, controlar que nos desequilibra emocionalmente levando consequências doentias para nosso corpo físico. Reforma-íntima, pedindo sempre forças a Deus para superarmos e esperança em nossos corações.

Desejar o bem aos desafetos.

Orar de coração aos irmãos obsessores, para que ambos (encarnado e desencarnado) encontremos o amor e o perdão, pois não sabemos qual de nós estamos errado. Muitos de nossos irmãozinhos (desencarnados) ainda não tem a noção do amor, não sabem o que é um carinho, nunca foram amados...que os nossos sinceros desejos de encontrarem a paz, a luz se faça presente no coração e pensamento de cada um, filhos de Deus em processo de evolução.

No Livro dos Espíritos, de Kardec, afirma, que todo Arcanjo um dia foi homem, e que todos nós um dia seremos anjos.

Lembrar da Oração de São Francisco de Assis:  Que é perdoando que se é perdoado, que é amando que se vive para a vida eterna. Amém.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A IMPORTÂNCIA DA FLUIDOTERAPIA

( SUELY CALDAS SCHUBERT,  FEB, Obsessão/ Desobsessão )

A fluidoterapia, como o próprio nome indica, é o tratamento feito com fluidos, ou seja, através dos PASSES e de ÁGUA FLUIDIFICADA.

O passe é um ato de amor na sua expressão mais sublimada.

É uma doação ao paciente daquilo que o médium tem de melhor, enriquecido com os fluidos que o seu guia espiritual traz, e ambos - médium e Benfeitor espiritual -, formando uma única vontade  expressando o mesmo sentimento de amor.

O passe, por isso, traz benefício imediato. O doente, sentindo-se aliviado, mesmo por alguns momentos, terá condições de lutar por sua vez na parte que lhe compete no tratamento.

A constância da aplicação da fluidoterapia, aos poucos, propiciará ao enfermo as energias de que carece e o alívio que tanto busca.

Para que se realize a conjugação dos fluidos do plano espiritual com os do médium, ressaltamos não ser necessário que este receba o Espírito que vem cooperar. A associação de energias se verifica sem que isto seja preciso, à simples aproximação de um Amigo do plano extrafísico, que atende assim ao apelo do médium passista feito através da prece e estando este receptivo e preparado para a doação fluídica.



















terça-feira, 14 de janeiro de 2014

MEDIUNIDADE: O Evangelho Segundo O Espiritismo (Cap.XXI); Joanna de Ângelis e Irmã Scheilla.



MEDIUNIDADE

( JOANNA DE ÂNGELIS, Perg.81, Psicografia de Divaldo P. Franco, Joanna de Ângelis Responde )

A mediunidade, como qualquer outra faculdade exige exercício, treinamento, dedicação.

O fator moral é, igualmente, de relevante importância pelos efeitos que dele resultam.

O conhecimento da faculdade mediúnica proporcionará ao homem, melhor comportamento, a fim de produzir com eficiência e tranquilidade.

Se desejas cooperar com os Benfeitores da humanidade, no campo das responsabilidades mediúnicas, tem tento e entrega-te a Deus, resguardando-te na oração, no estudo e na ação da caridade.

Não te apresses em apurar as tuas faculdades medianímicas.

Aprimora-te, primeiro, nos valores morais, submetendo-te ao caldeamento das paixões inferiores, de modo a superar-te.

Dedica-te ao serviço do bem e à caridade fraternal, aprendendo boa vontade e submissão.

Libera-te de caprichos e pequenezes do caráter, com que apenderás cooperação e entendimento, tornando-te dúctil, maleável ao intercâmbio espiritual.

Propõe-te silêncio e meditação diante dos fatos e ocorrências lamentáveis, treinando discrição e humildade.

Busca manter a vida interior e resguarda-te de agredir, sequer por pensamento, favorecendo aos Espíritos um campo mental tranquilo.

Cultiva a paciência, submetendo a presunção, com que te armarás de consciência moral para uma sintonia correta, com os desencarnados, que os Benfeitores Espirituais, encarregados do teu programa mediúnico, estabelecerão para a tua tarefa de redenção.


JOANNA DE ÂNGELIS, na Perg 80, ainda compara o médium sem caridade com um cadáver de boa aparência.
" Vive a lição do bem, arrimado à caridade, pois médium sem caridade pode ser comparado a cadáver de boa aparência, no entanto, a caminho da degeneração ".

Já na Perg. 79, a benfeitora espiritual, coloca que o exercício da mediunidade impõe disciplina, equilíbrio, perseverança e sintonia.

A disciplina, moral e mental, criará hábitos salutares que atrairão os Espíritos Superiores interessados no intercâmbio entre as duas esferas da Vida, facilitando o ministério.

ALLAN KARDEC afirma que o fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e a coragem.
Somente a reencarnação pode dizer ao homem de onde ele vem, para onde vai, para que se encontra na Terra e justificar todas as anomalias e todas as injustiças aparentes da vida.


IRMÃ SCHEILLA, Psicografia de Herculano Tonsig, Cap. 47, Pág. 125, Oportunidades Todo Dia 

" A prática salutar de cultivar bons pensamentos e de repudiar as idéias infelizes - ódio, inveja, superstições, violência, etc. - será remédio eficaz para a escolha dos teus possíveis acompanhantes.

Podes ter a certeza de que os irmãos que ainda não abriram os olhos para a luz podem ser muita coisa, menos bobos. E, assim sendo, desistem quando sentem firmeza de caráter, diante do qual não tem recursos; cultura,, sempre, a higiene mental construtiva.

As consequências benéficas não tardarão a surgir ".


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAP. XXI - HAVERÁ FALSOS CRISTOS E FALSOS PROFETAS, ITEM 11

" Não acredites em todo o Espírito; experimentais se os Espíritos são de Deus ", porque, entre os invisíveis, também há os que se comprazem em iludir, se lhes depara ocasião. Os iludidos são, está-se a ver, os médiuns que se não precatam bastante. Aí se encontra, é fora de toda dúvida, um dos maiores escolhos em que muitos funestamente esbarram, mormente se vão novatos no Espiritismo.

É-lhes isso uma prova de que só com muita prudência podem triunfar.

Aprendei, pois, antes de tudo, a distinguir os bons e os maus Espíritos, para, por vossa vez, não vos tornardes falsos profetas.

LUOZ, ESPÍRITO PROTETOR ( Carlsrube, 1861 )




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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CARREGAR SUA CRUZ. QUEM QUISER SALVAR A VIDA, PERDÊ-LA-À.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAP. XXIV - NÃO PONHAIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE
CARREGAR SUA CRUZ. QUEM QUISER SALVAR A VIDA, PERDÊ-LA-À.


ITEM 17 - Bem ditosos sereis, quando os homens vos odiarem e separarem, quando vos tratarem injuriosamente, quando repelirem como mau o vosso nome, por causa do Filho do homem. - Rejubilai nesse dia e ficai em transportes de alegria, porque grande recompensa vos está reservada no céu, visto que era assim que os pais deles tratavam os profetas. (S. LUCAS, cap VI, vv. 22 e 23) .

ITEM 18 - Chamando para perto de si o povo e os discípulos, disse-lhes:  Se alguém quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; - porquanto, aquele que se quiser salvar a si mesmo, perder-se-à; e aquele que se perder por amor de mim e do Evangelho se salvará. - Com efeito, de que serviria a um homem ganhar o mundo todo e perder-se a si mesmo?  (S. MARCOS, capítulo VIII,   vv. 34 a 36; - S. LUCAS, cap. IX, vv. 23 a 25; - S. MATEUS, cap. X, vv. 38 e 39; - S. JOÃO, cap. XII, vv. 25 e 26).

ITEM 19 - "Rejubilai-vos, diz Jesus, quando os homens vos odiarem e perseguirem por minha causa, visto que sereis recompensados no céu". Podem traduzir-se assim essas verdades:  "Considerai-vos ditosos, quando haja homens que, pela sua má-vontade para convosco, vos dêem ocasião de provar a sinceridade da vossa fé, porquanto o mal que vos façam redundará em proveito vosso. Lamentai-lhes a cegueira, porém, não os maldigais.

Depois, acrescenta:  " Tome a sua cruz aquele que me quiser seguir ", isto é, suporte corajosamente as tribulações que sua fé lhe acarretar, dado que aquele que quiser salvar a vida e seu bens, renunciando-me a mim, perderá as vantagens do reino dos céus, enquanto os que tudo houverem perdido neste mundo, mesmo a vida, para que a verdade triunfe, receberão, na vida futura, o prêmio da coragem, da perseverança e da abnegação de que deram prova. Mas, aos que sacrificam os bens celestes aos gozos terrestres, Deus dirá:  " Já recebestes a vossa recompensa ".



Inspirados nestas lindas palavras, transcrevemos abaixo a primorosa análise, ensinada por JOANNA DE ÂNGELIS, pelos meios de Divaldo Pereira Franco, no Livro Jesus e o Evangelho À Luz da Psicologia Profunda.

" Carregar, portanto, a sua cruz, é não se submeter ás imposições mesquinhas de quem quer que seja, tornando-se livre para aspirar e conseguir, para trabalhar e alcançar as metas da auto-iluminação, tendo como modelo Jesus, que rompeu com tudo aquilo que era considerado ideal, estabelecido, legítimo, porém, predominante nos círculos viciados dos poderosos, que o túmulo também recebeu e consumiu na voragem da destruição dos tecidos, não porém, das suas vidas.

... É necessário que cada qual leve a sua cruz de responsabilidade, de iluminação e de eternidade".

Boa Tarde Amigos! 
Inspirados nestas lindas palavras do Evangelho e na adorável JOANNA DE ÂNGELIS, podemos observar a importância de que cada um carregar a vossa cruz com as três virtudes acima, sempre perseverando no caminho reto de luz que é o Amor.

O roteiro para seguir Jesus é pegar a sua cruz e seguir Jesus, renunciando a si próprio. Renunciar a nós mesmos significa:
- A retirada do orgulho, da vaidade, do egoísmo através de nossos esforços;

- Carregar a cruz, ou seja, o conhecimento que parte da nossa mente.

- Sabedoria:  Chegaremos através da teoria, do conhecimento vivido.

Jesus nos abençoe e nos ilumine hoje e sempre.